Sou negro, Com orgulho!
O sangue jorra
É só mais uma terra
A me escravizar
Os grilhões que dantes
Faziam-me prisioneiro
Hoje já não são mais de ferro
É um capuz branco
Uma mascara
Em qualquer lugar
É o medo da minha capacidade
Do meu ser
Dos meus costumes
Da minha forma de viver
E aqueles grilhões
Que no passado
Sangraram os meus pés
Já não fazem mais
Parelhas ao chicote
Que um dia cortou
O meu couro
Que fez meu sangue jorrar
Adubando esta terra
Onde morreu o meu amor
Estão dependurados
Na parede de um museu qualquer
Mostrando a vergonha de uma terra
Que por séculos me escravizou
Por: Flávio Mackenzie
08/11/2007
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