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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sou negro, Com orgulho!


Sou negro, Com orgulho!


O sangue jorra
É só mais uma terra
A me escravizar

Os grilhões que dantes
Faziam-me prisioneiro
Hoje já não são mais de ferro
É um capuz branco
Uma mascara
Em qualquer lugar

É o medo da minha capacidade
Do meu ser
Dos meus costumes
Da minha forma de viver

E aqueles grilhões
Que no passado
Sangraram os meus pés

Já não fazem mais
Parelhas ao chicote
Que um dia cortou
O meu couro

Que fez meu sangue jorrar
Adubando esta terra
Onde morreu o meu amor

Estão dependurados
Na parede de um museu qualquer
Mostrando a vergonha de uma terra
Que por séculos me escravizou

Por: Flávio Mackenzie
08/11/2007

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