EXERCICIO DE PADRÕES web
Com o material escolhido e definido, é hora de organizar tudo segundo aquela clássica estrutura acadêmica.
Além disso, é preciso pensar em como desenvolver a aula a partir dessa base.
Escrevendo o plano de aula
Um plano de aula sempre começa traçando objetivos.
Tais objetivos sempre devem
começar por um verbo no infinitivo e,
como regra geral, devem ter um “para que”, ou seja, a frase deve ser composta por duas sentenças. Assim:
Objetivo = Habilidade desenvolvida + qual a razão de desenvolver essa habilidade.
Um exemplo:
Expressar suas ideias e opiniões de forma oral e escrita para aprimorar sua capacidade comunicativa.
Eu disse que essa é uma regra geral pois alguns objetivos envolvem habilidades tão
amplas que fica difícil (e até sem sentido) definirmos uma motivo para elas. Por exemplo:
Compreender e interpretar o texto e a música trabalhados.
Além disso, é importante lembrar que os objetivos de um plano de aula sempre referem-se às habilidades
e competências que o aluno deverá desenvolver. Uma dica útil: ao elaborar seus
objetivos tenha em mente a frase “Ao término da aula, o aluno deverá ser capaz de…”
• Identificar o gênero conto.
• Compreender e interpretar o texto e a música trabalhados.
• Comparar as duas formas de abandono/distanciamento as quais o texto e a música
referem-se para dar-se conta de que o valor individual das pessoas está cada vez menor em meio à multidão.
Existe uma briga terminológica que não acaba mais entre os pedagogos, então
alguns preferem que os objetivos específicos sejam chamados de projeção de finalidades, mas isso não muda a forma como devem ser escritos.
Em seguida, é hora de definir o cronograma dos trabalhos. Aqui, basicamente,
você deve escrever, de forma resumida, tudo que vai fazer durante a aula e fazer uma estimativa de quanto tempo vai levar cada passo. O meu ficou assim (assumindo que a aula seria de dois períodos de 50 min. cada):
1. Apresentação da música Maior Abandonado, de Cazuza e Frejat (5 min.).
2. Compreensão e interpretação da música de forma oral, tentando levantar assuntos
que se relacionem com o tema do abandono/distanciamento entre pessoas, tratado no conto que virá a seguir (20 min.).
3. Apresentação do conto Grande Edgar, assim como de seu autor, Luis Fernando Veríssimo (5 min.).
4. Leitura silenciosa do conto (10 min.).
5. Leitura expressiva do conto pelo professor (5 min.).
6. Compreensão e interpretação do conto de forma oral, destacando temas como
“como nos distanciamos de pessoas importantes ao longo da vida”, “como nos tornamos ‘apenas mais um’ aos olhos da sociedade”, “como nós mesmos não nos damos a devida importância”, etc. (25 min.).
7. Análise do conto conforme as estruturas características do gênero (apresentação,
complicação, clímax, desfecho) (15 min.).
8. Escrita de um pequeno texto que responda a pergunta “Quem é o “maior abandonado
do título da música?” (15 min.).
Terminado o cronograma, é hora de escrever a lista de Tópicos do Conhecimento
(ou, com o nome antigo, Conteúdo Programático). Basicamente é uma lista de temas e assuntos estudados durante a aula. Referem-se a fatos, conceitos e princípios, procedimentos, atitudes, etc.
• Leitura, análise e interpretação do conto Grande Edgar, de Luis Fernando Veríssimo.
• Leitura, análise e interpretação da música Maior Abandonado, de Cazuza e Frejat.
• Gênero conto.
• Gênero letra de música.
Logo após, vem a parte mais trabalhosa do plano, que são as Formas de Mediação
(ou Procedimentos, ou Operacionalização, ou qualquer outro nome que inventarem). Aqui devem ser detalhados todos os passos listados no cronograma. Escreve-se sobre ações, processos ou comportamentos que serão propostos pelo professor durante a aula, sempre baseando-se nos objetivos previstos.
A minha aula, por exemplo, eu separei em 3 momentos:
Primeiro Momento
Composta pela apresentação da música e por sua compreensão e interpretação.
Algumas questões orais deverão guiar a discussão, tais como:
• O que é um “maior abandonado”, citado no título da música?
• Por que a música diz que “raspas e restos me interessam” (linhas 8 e 9), “mentiras sinceras me interessam” (linha 11)?
• O que são “mentiras sinceras”?
• Quem é o “tu” ao qual a música se refere?
• A que se refere a passagem “pequenas porções de ilusão” (linha 10)?
• Que tipo de proteção o “maior abandonado” deseja?
Segundo Momento
Apresentação do conto Grande Edgar, do livro de onde ele foi retirado,
As mentiras que os homens contam, e do autor Luis Fernando Veríssimo. A obra pode passar de aluno em aluno para que seja manuseada e vista mais de perto. Caso houver exemplares na biblioteca, é importante que isso seja informado aos alunos.
Após é feita a leitura silenciosa pelos alunos e em seguida a leitura
expressiva pelo professor. A compreensão e interpretação é feita de forma oral, guiada por questões como:
• Já lhe aconteceu situações parecidas com a do conto? De que forma?
Você esqueceu de alguém, ou alguém esqueceu quem você era?
• Por que nos esquecemos tão facilmente dos outros?
• Por que confundimos estranhos com pessoas conhecidas?
• Por que o personagem “naturalmente” escolhe o caminho “menos racional e recomendável, que leva à tragédia e à ruína”?
• Será que nós ou as outras pessoas são tão pouco importantes a ponto de sermos esquecidos? Será que nós nos damos a devida importância?
Terminada a discussão, é feita a entrega de um resumo teórico sobre o gênero conto,
com um pouco sobre sua história, principais autores e características estruturais. O professor faz, junto com a turma, a análise do conto Grande Edgar conforme aquelas características (apresentação, complicação, clímax, desfecho).
Terceiro Momento
Feita a análise do gênero, faz-se a avaliação, que consiste na
elaboração de um pequeno texto que responda questões como “Quem é o “maior abandonado do título da música?”, “Você conhece maiores abandonados como aquele do qual a música fala?”, “O que fazer para não virarmos maiores abandonados?”
—-
E com isso o plano de aula está praticamente feito. Faltam algumas
coisinhas como os Recursos que serão utilizados, que são aqueles meios materiais ou humanos que fogem ao padrão de uma aula “comum”, ou seja, ninguém vai colocar que vai usar giz e quadro negro, mas aparelho de som, retroprojetor e outras coisas específicas, sim:
• Aparelho de som
Finalmente chegamos ao item Avaliação, que, nas concepções mais recentes,
costuma ser definida como um “processo contínuo e global com função de diagnosticar, acompanhar e avaliar” (daqueles textos sem referência bibliográfica que alguns professores distribuem na universidade). O importante é o seguinte: avaliação não é só prova. A minha, para essa aula, ficou assim:
Levará em conta a participação do aluno nas discussões e também o texto elaborado em aula,
cujo tema permite que seja observado o entendimento do aluno perante os conteúdos apresentados.
E para terminar, obviamente, as Referências Bibliográficas do material utilizado na aula:
CAZUZA e FREJAT. Maior abandonado. Disponível em:
GIARDELLI, Mempo. Assim se escreve um conto. Trad. De Charles Kiefer. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1994.
JÚNIOR, R. Magalhães. A arte do conto: sua história, seus gêneros, sua técnica, seus mestres. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1972.
SOARES, Angélica. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 1997.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Grande Egar. In:__ As mentiras que os homens contam. São Paulo: Objetiva, 2000.
TEMA: DEZENVOLVIMENTO DE TABELA COM HTML
Formulário de Plano de Aula
DADOS
Escola: Estadual de ensino fundamental e médio Leandro Maciel
Professor Flavio Francisco Vieira Gomes
Duração da atividade: 45 minutos-aula
1ª Série do Ensino Médio
Conteúdos: conhecimento e desenvolvimento de tabela usando HTML
Disciplinas envolvidas: História, Língua Portuguesa, Artes.
Objetivos
Objetivo Geral
• Demonstrar como é possível através de um aplicativo reconhecer mecanismos de desenvolvimento funcional com html .
Objetivos específicos:
•
_____________
( ) O termo foi inicialmente cunhado por Pierce favorecendo a comunidade científica,
depois ampliando essa visão a sala de aula. “Uma comunidade de investigação pelo caminho que esta conduz do invés de ser limitada pelas linhas divisórias das disciplinas existentes”. (LIPMAN, 1995).
Metodologia
1. Para iniciar, a classe deve estar disposta em um círculo, em que todos possam se ver.
Será feita a leitura do livro “Mirradinho”. Utilizando-se de uma alusão ao personagem Mirradinho, que era menosprezado pelos outros, por ser árvore de pequeno porte, questionar se na realidade isso ocorre, se alguma vez se sentiram depreciados por alguma característica que possuam. Neste sentido, o colóquio se conduzirá a conclusões que evidenciem a importância da convivência na diversidade enquanto meio de socialização de conhecimentos, valores, culturas e outras características que possam compor a riqueza de um povo.
2. Após a comunidade de investigação filosófica é proposto ao aluno que faça o seu retrato.
Para tanto, deixa-se a disposição dos alunos um espelho (tomando-se os devidos cuidados).
3. É importante que se faça uma pequena exposição desses retratos na sala, para que as crianças
possam apreciar o desenho de todos, identificando o colega apenas pela ilustração, sem saber quem a fez.
4. Logo, disponha a sala em duplas, escolhidas por sorteio. Como tarefa, solicite que cada
um da dupla desenhe seu par, ressaltando em seu retrato as características do colega quanto à textura, comprimento e cor dos cabelos, cor e formato dos olhos,
estatura, cor da pele; fortalecendo sempre aos alunos que a intenção é retratar o colega e
não suas roupas e/ ou objetos pessoais.
5. Para encerrar, reúna os alunos novamente em círculo, para que possam falar sobre a atividade,
se concordam com a forma como foram retratados, quais foram os critérios que utilizaram para reproduzir o colega de determinada maneira.
Recursos
>
• Lápis de cor
• Giz de cera
• Folhas de papel sulfite
• Lápis de escrever e borracha
• Livro “Mirradinho”
Avaliação
Como critério serão considerados os índices de envolvimento do aluno na atividade, seu empenho
em participar das atividades de expressão oral e suas atitudes de reconhecimento da importância da diversidade em sala de aula através da ilustração de si e do outro.
Bibliografia
LIPMAN, Mathew. O Pensar na Educação. Tradução de Ann Mary Fighiera Pérpetuo. Petrópolis: Vozes, 1995.
SILVA, C. C. e SILVA, N. R. Mirradinho. São Paulo: Editora do Brasil, 1995.
SOUZA, Irene Sales de. Trabalhando como preconceito e a discriminação na escola: Relato
de uma experiência. In: Pedagogia Cidadã – Cadernos de Formação – Fundamentos Sociológicos e Antropológicos da Educação. São Paulo. Unesp, Pró Reitoria de Graduação, 2003.
DADOS
Escola: Estadual de ensino fundamental e médio Leandro Maciel
Professor Flavio Francisco Vieira Gomes
Duração da atividade: 45 minutos-aula
1ª Série do Ensino Médio
Conteúdos: conhecimento e desenvolvimento de tabela usando HTML
Disciplinas envolvidas: História, Língua Portuguesa, Artes.
Objetivos
Objetivo Geral
• Demonstrar como é possível através de um aplicativo reconhecer mecanismos de desenvolvimento funcional com html .
Objetivos específicos:
•
_____________
( ) O termo foi inicialmente cunhado por Pierce favorecendo a comunidade científica,
depois ampliando essa visão a sala de aula. “Uma comunidade de investigação pelo caminho que esta conduz do invés de ser limitada pelas linhas divisórias das disciplinas existentes”. (LIPMAN, 1995).
Metodologia
1. Para iniciar, a classe deve estar disposta em um círculo, em que todos possam se ver.
Será feita a leitura do livro “Mirradinho”. Utilizando-se de uma alusão ao personagem Mirradinho, que era menosprezado pelos outros, por ser árvore de pequeno porte, questionar se na realidade isso ocorre, se alguma vez se sentiram depreciados por alguma característica que possuam. Neste sentido, o colóquio se conduzirá a conclusões que evidenciem a importância da convivência na diversidade enquanto meio de socialização de conhecimentos, valores, culturas e outras características que possam compor a riqueza de um povo.
2. Após a comunidade de investigação filosófica é proposto ao aluno que faça o seu retrato.
Para tanto, deixa-se a disposição dos alunos um espelho (tomando-se os devidos cuidados).
3. É importante que se faça uma pequena exposição desses retratos na sala, para que as crianças
possam apreciar o desenho de todos, identificando o colega apenas pela ilustração, sem saber quem a fez.
4. Logo, disponha a sala em duplas, escolhidas por sorteio. Como tarefa, solicite que cada
um da dupla desenhe seu par, ressaltando em seu retrato as características do colega quanto à textura, comprimento e cor dos cabelos, cor e formato dos olhos,
estatura, cor da pele; fortalecendo sempre aos alunos que a intenção é retratar o colega e
não suas roupas e/ ou objetos pessoais.
5. Para encerrar, reúna os alunos novamente em círculo, para que possam falar sobre a atividade,
se concordam com a forma como foram retratados, quais foram os critérios que utilizaram para reproduzir o colega de determinada maneira.
Recursos
>
• Lápis de cor
• Giz de cera
• Folhas de papel sulfite
• Lápis de escrever e borracha
• Livro “Mirradinho”
Avaliação
Como critério serão considerados os índices de envolvimento do aluno na atividade, seu empenho
em participar das atividades de expressão oral e suas atitudes de reconhecimento da importância da diversidade em sala de aula através da ilustração de si e do outro.
Bibliografia
LIPMAN, Mathew. O Pensar na Educação. Tradução de Ann Mary Fighiera Pérpetuo. Petrópolis: Vozes, 1995.
SILVA, C. C. e SILVA, N. R. Mirradinho. São Paulo: Editora do Brasil, 1995.
SOUZA, Irene Sales de. Trabalhando como preconceito e a discriminação na escola: Relato
de uma experiência. In: Pedagogia Cidadã – Cadernos de Formação – Fundamentos Sociológicos e Antropológicos da Educação. São Paulo. Unesp, Pró Reitoria de Graduação, 2003.
Flavio mackenzie
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