SEJAM BEM VINDOS AO POETA SOLITARIO

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Canto à forró do milho


Canto à forró do milho



Faço da pena instrumento

Para falar de coração
E contar a historia da quadrilha
Que tem lá no meu torrão


O orgulho que sinto é forte
Como força do mar do norte
Cortando o rochedo na praia
Batendo ao lado do forte


Rosário do catete hoje vive
Momento de prazer e glória
Buscando no passado
O legado da sua história


Revivendo os momentos felizes
Que o tempo não apagou
Com nossa senhora do lado
E na frente o criador


O senhor que nos deu a vida
O livre arbítrio na decisão
Para transformar um vilarejo
Na cidade do coração


Deus senhor todo poderoso
Não me deixe errar o passo
Para mostrar a tradição
Que hoje existe em meu cangaço


O amor que sinto é tão imenso
Que toma todo pensamento
Enchendo a minhalma de alegria
Orgulho e contentamento

Porem afirmo com exatidão
Para mostrar o que esta escrito
Nas paginas do meu coração



Mas minha pena não se cansa
Nem mesmo por um momento
Mesmo que falte tinta
Na tinteira do firmamento


Imagino como seria
Se a forro do milho não existisse
Se a tradição desta cidade
O cruel tempo extinguisse


Literalmente eu morreria
Com o coração apertado
Pediria a deus  que levasse
Para perto dele este humilde criado


Hachurrada ficaria a historia
De um povo que tem em sua memória
O habito de conquistar
Proezas, riquezas e gloria


Orgulhoso hoje vivo
Deste povo que trás consigo
A quadrilha forró do milho
Incrustado no seu coração



O poeta solitario

31 de maio de 2003


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