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quarta-feira, 14 de março de 2012

A RELVA SOB O LUAR


A Relva Sob o Luar


A noite fria e gelada
Faz como que a relva fique gelada
De orvalho na noite de luar

E meus pequenos pés tacando a umidez
São estilhaços que sobem
Para tocar a minha palidez

A caminho do encontro da mulher
Que enxugou os meus prantos
No momento que encanto se torna sensatez

Provavelmente a lua chora
Ao saber que um simplóri admira
O orvalho na relva escorre da noite de luar

E o prateado desta lua
Clareia a estrada, rua
Vai embusca da mulher
Sobe a luz da mesma lua

FLAVIO MACKENZIE

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