SEJAM BEM VINDOS AO POETA SOLITARIO

Esse blog foi concebido com o unico intuito de informar e divertir os leitores de verdades e poesia

quarta-feira, 14 de março de 2012

oração do sertanejo


Meu Amigo Cícero Romão

Meu amigo Cícero Romão
Do Juazeiro do Norte meu Sertão
Olhe a seca do nordeste
Já machuca meu coração

Padrinho de Juazeiro
Do cangaceiro Lampião
Apague o pó desta terra
Nos livre da aflição

Deixe que a chuva caia
Para molhar a plantação
E matar a magra fome
Que acaba com essa nação

Deixe encher os rios
Lagos e berreirões
Deixe lavar as cinsas
De Canudos corações

Que foi destruída pela covardia
Que enfrentou tiros de canhões
Que fez Antônio conselheiro
Vencer a incensatêz

Executivos


Executivos
Flávio Mackenzie 16 de junho de 2008


Vou contar uma historia
De homens de tradição
Prefeitos de uma cidade
Reconhecidos no torrão
Ninguém jamais esquecera
Desse ilustre. Cidadãos

Tendo como exemplo
Um tal afamado Tonhão
Conhecido por pai do povo
Homem de bom coração
Honesto, honrado, viril
Um verdadeiro campeão

Tonhão Munis de Querende
Do tipo que nunca existiu
Farmacêutico e letrado
Do jeito que nunca se vil
Prefeito de Rosário
Do Catete varonil

Esse homem afamado
De bobo não têm nada
Quando manda fazer
Não quer ouvir zoada
Ainda cuspia no chão
Apreçando a peonada

Esqueçamos mestre Tonhão
Falemos de alguém antes
Um tal Marquinho Cacule
Um verdadeiro comandante
Para o que der e vier
Ordenou retirada constante

Acreditem caros leitores
De tudo que tenho dito
Esse tal Marquinho 
Explicar é preciso
Foi quem destruiu a rua
Por isso é que não minto

Esse tal Marquinho 
Não sei de que Cacule
Adversário de tonhão
Um político qualquer
Dono do único cartório
Onde casei com a mulher

Marquinho quando prefeito
Não teve consideração
Deportou toda uma rua
Em nome da educação
Da moral e bons costumes
Desprezando a razão

Sem se dar conta do clamor
Das famílias que ali vivia
Tonhão Munis dei jeito
Na desordem que existia
Ajeitou as casa do povo
Acabou com a agonia

Mas, o tempo passou
Mestre Tonhão faleceu
Um outro nome surgiu
Alberto genro seu
Jovem porém inteligente
Para prefeito venceu

É um nova tempo
Livre para voar
Com infra estrutura
Sem dar bola pro azar
O mais jovem do Brasil
O povo todo a aclamar

Mudou a cara da cidade
E a fez prosperar
Buscou dinheiro aonde tinha
Fez o povo se orgulhar
Alberto prefeito
Bradavam seu nome no ar

Mas que falou pelo povo
Não teve sucessão
O nome escolhido
Pra conduzir a nação
Um fazendeiro Camarans
De estúpido coração

Uma semana depois
Do seu nome declarado
Seu filho uma surra deu
Em pobre coitado
Que teve a infeliz vontade
De pegar fruto no seu roçado

A noticia se espalhou
Por todo a cidade
As pessoas estarreceram
Com esta novidade
O filho de Camarans
Fez esta barbaridade

Espancou uma pessoa
Por um fruto no chão
O povo deu o troco
Na urna do cidadão
Perdeu Camarans e Alberto
Venceu Wladimir a questão

Cara leitor um minuto
Para uma reflexão
Wladmir Costela foi vice
Do genro do saudoso Tonhão
Passoulhe uma rasteira
Na primeira ocasião

Na primeira oportunidade
Com a prefeitura em suas mãos
O prefeito se ausentou
Ele assumiu a condição
Uma festa que fez
Conquistou o povão

Perdeu Alberto a prefeitura
No voto Wladmir se elegeu
Muita coisa aconteceu
Com Wladmir como prefeito
Atraso do salários
E muita insatisfação

Tudo estava errado
Ninguém conseguia entender
Como alguém inteligente
Deixou isso acontecer
A cidade abandonada
Entregue ao bel prazer

Deixemos Wladmir de lado
Falemos agora então
Do homem que desmaiou
Com um cheque na mão
Era tão grande a quantia
Ele quase morre do coração

Digenal Cabrites o seu nome
Um estimado professor
Decidiu ser prefeito
Quando era vereador
Tapeando todos com feirinha
Assim foi o vencedor

Seu reinado não foi direito
Assim como do antecessor
Fome e salários atrasados
Na verdade nada mudou
Mudou apenas o palhaço
O circo continuou

Eram tempos difíceis
Muito choro e lamentação
Muito dinheiro escorrendo
Dos cofres desta nação
Pra onde; ninguém viu
Muito menos descrição

Digenal  se perdeu
A prefeitura da foi mudado
Agora na capital
Do meu estimado estado
O prefeitura era aqui
Mas por outros governado

Digenal  foi cassado
Sem terminar seu reinado
Assumiu o vice Alberto
Pai do genro afamado
Foi posto para fora
Por força de mandado

O sol de novo sorriu
Para o pobre trabalhador
Funcionário do município
Seu dinheiro ganhou valor
Pode comprar o que quiseria
Ou pagar a um doutor

O outro Tonhão o primeiro
Falecido esta em paz
Faleceu no ano da enchente
Que de desabrigar foi capaz
Elegeu o genro esperto
Um astucioso rapaz


Outra vez o genro de Tonhão
Homem corajoso afamado
Assumi a prefeitura
Para um segundo reinado
Expandiu os horizontes
Alem das cercas do Estado

Manuel Tonhão Cardozo Junior 
prefeito agora vencedor
Do município a frente
Passo a passo sem temor
Salários atualizados
Uma cidade de valor


Porem por algum tempo
Essa historia perdurou
Muito coisa aconteceu
Só que isso acabou
A policia Federal
Alberto Junior algemou

Acusado de desvio
E outras coisas mais
Um monte de gente presa
Por causa de alguns reais
Inclusive família rica
Heranças dos canaviais

Não sei bem ao certo
Quantos foram algemados
Só sei que um João conhecido
Na hora passou maus bocados
Deu febre dor de barriga
Defecou e urinou o danado

Mas Alberto Junior escapou
Todos foram libertados
Assumiram suas cadeiras
Eu cá não acho isso ajustado
Todos deviam estar presos
Seria o mais acertado

Mas quem sou para quer
Um simples espectador
Um amante da natureza
Simplesmente um escritor
Alguém que gosta da verdade
Seja ela qual for


Falo apenas do que sei
Lembro de todo. Isso é fato
A vinte e sete anos
Vivo empilhando prato
Imaginado como seria
Ostentar este mandato

Orgulhoso da certeza
Pre-rogada pelo tempo
Odiado por políticos
Educado em seu acento
Transmissor da verdade
Amável em todo o momento